quinta-feira, 27 de abril de 2017

Casa Nem: símbolo de resistência social no coração do Rio

A Casa Nem, no coração da Lapa, é uma ocupação LGBT que, além de resistir aos revezes da política e ao ataque do conservadorismo crescente na cidade do Rio de Janeiro, ainda abriga e dá suporte a uma população fragilizada


Numa quinta-feira, uma palestra ou debate aberto. Sexta-feira à noite, uma festinha bem descontraída ou um bom Dj com sua batida enquanto a rua em frente fica lotada. Numa manhã, um curso gratuito e preparatório para o ENEM ou vestibular: o PreparaNem. E numa tarde qualquer, um almoço coletivo e o acolhimento de uma população LGBT, especialmente de travestis e transsexuais em vulnerabilidade social. Assim se constitui a Casa Nem, um lugar de luta permanente por direitos e igualdade. Lá estão pessoas desabrigadas, sem apoio familiar, sem renda, que na maioria das vezes sofreram algum tipo de violência doméstica ou na rua, e que ali encontram uma zona de conforto, de apoio, de refúgio moral e psicológico para sobreviver, para seguir adiante.


foto: divulgação


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Refletindo sobre o Rio de Janeiro



A cidade que libertou os escravos, ainda precisa superar a violência, a desigualdade, o preconceito, a discriminação e a intolerância

Os negros se refugiavam nos morros: salve Zumbi! As rodas de samba só se realizavam nos vagões dos trens da Central do Brasil: salve o Samba! Os morros, redutos da carioquice, da boa malandragem, assim a como a Lapa, foram tomados pela violência, pelo tráfico de drogas e a eterna guerra imbecil de venda e repressão. Vieram as UPPs e a maquiagem e o extermínio oficial em nome de uma boa imagem internacional e para valorizar cada metro quadrado da cidade. Mas a questão dos direitos humanos é muito complexa, demanda muita discussão e, ainda, infelizmente, está longe de um bom encaminhamento, de uma solução, não só na cidade do Rio de Janeiro, como em qualquer outra cidade brasileira.

Reocupação da Aldeia Maracanã

Descendente direto dos índios Arawak e uma das principais lideranças indígenas da Aldeia Maracanã, Tiko Arawak fala da importância histórica da Aldeia Maracanã e da relação promíscua entre o governo do estado do Rio de Janeiro e as empreiteiras, como a Odebrecht, visando tomar a área indígena


Neste vídeo, Tiko Arawak revela como as terras de manejo indígena foram alvo de ação de especulação imobiliária pela iniciativa privada em acordo com o governo do estado do Rio, visando realizar obras na época da Copa do Mundo e, em seguida, para as Olimpíadas, e como se deu o processo de resistência:



produção do vídeo: Pedro Edson Constant

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Em debate na Rádio Band Rio, uma análise da pauta LGBT

Convidado para o debate LGBT no Programa Política Sem Rodeios da Band AM Rio, fiz uma análise da conjuntura política e suas consequências para a população LGBT


A população LGBT carioca e de todo o Brasil sofre não só com o ataque à democracia que qualquer um de nós vive hoje no país, mas com o retrocesso das pautas progressistas, lutando contra fundamentalistas religiosos, em sua maioria evangélicos pentecostais e neopentecostais, além de um Congresso Nacional omisso e na maioria das vezes regido pelas Bancadas da Bala, do Boi e da Bíblia. Foi nesse caminho a minha fala durante a participação ao vivo no Programa Política Sem Rodeios, comandado pelos radialistas Erinaldo Peixoto e Marcos Dias no dia 20 de março.


imagem: divulgação

Conselho Estadual LGBT na luta contra o descaso do governo Pezão

Conselho Estadual LGBT resiste ao descaso do governo Pezão e denuncia o desmonte das políticas públicas LGBT no estado


O movimento LGBT carioca sofre com o descaso e o desgoverno de Pezão e seus aliados que levaram o estado do Rio à falência. Vivemos um desmonte de todas as políticas públicas, inclusive no que tange à pauta LGBT. O Programa Rio Sem Homofobia hoje quase não existe mais e só não foi completamente aniquilado graças à pressão do Conselho Estadual LGBT do qual faço parte.


foto: Pedro Edson Constant

Cariocas vão aderir às paralisações do dia 28, contra a reforma da previdência

Atos estão convocados pelas principais centrais sindicais, movimentos sociais e representações de classe. Paralisações devem ocorrer em vários setores neste 28 de abril


A exemplo do mês de março, quando manifestações ocorreram no Rio de Janeiro e em todo o Brasil contra a reforma da previdência, nos dias 08, 15 e 31, o final de abril promete somar ainda mais força com paralisações, marchas e atos contra a reforma da previdência. A pauta também deve trazer manifestações contra a reforma trabalhista e as terceirizações, assim como novos pedidos de eleições gerais e de denúncia contra o governo ilegítimo, que empurra uma pauta que não teve aval das urnas. 


foto: Pedro Edson Constant

Índios Arawak resistem e decidem reocupar a Aldeia Maracanã


Manifestação na Cinelândia denunciou o descaso da justiça pela reintegração de posse do terreno no Maracanã



                                                   foto: Pedro Edson Constant



Os Índios Arawak, principal nação que luta pela permanência na Aldeia Maracanã, caminharam pelo centro do Rio, das imediações do Tribunal de Justiça na Praça XV até à Cinelândia onde fizeram uma manifestação no último dia 20, quinta-feira, um dia após a celebração do Dia do Índio. Durante a manifestação, além de cartazes e palavras de ordem, eles dançaram e cantaram ao redor de uma fogueira improvisada. Os índios decidiram reocupar a Aldeia Maracanã, de onde foram retirados à força pela Polícia Militar ano passado, e exigem que a justiça cumpra a reintegração de posse já prevista judicialmente.


terça-feira, 11 de abril de 2017

É preciso denunciar os projetos anti-nação


Para Leonardo Boff, é preciso ganhar as ruas e denunciar os projetos anti-nação 

O filósofo e autor da Teologia da Libertação, Leonardo Boff, concedeu uma entrevista para o site Terra Sem Males, da cidade de Curitiba, durante uma visita na Universidade Federal do Paraná. O site é um canal de mídia on line que prisma pelo jornalismo independente. Leonardo Boff foi enfático em denunciar o governo golpista de Michel Temer e suas articulações junto à grande mídia hegemônica e aos políticos aliados, que tentam impôr reformas impopulares e anti-nação para o povo brasileiro.


 foto: site Terra Sem Males


terça-feira, 14 de março de 2017

Pedro Edson Constant, estudante de jornalismo na PUC Rio, já fez trabalhos como repórter para a TV PUC RIO e para o Jornal Ilha Notícias, entre outros trabalhos de assessoria de imprensa. Diretor de teatro, montou uma companhia e produziu diversas peças pelo estado de São Paulo. No Rio há dez anos, é membro do Conselho Estadual LGBT e tem a temática dos direitos humanos como pauta pessoal no dia a dia. "Versão dos Fatos Carioca" traz a movimentação por direitos humanos e mais democracia na vida dos cariocas.